Rede social influência, cada vez mais, o consumidor na hora da compra


Pesquisa da PwC aponta que 75% dos entrevistados se declararam estimulados a consumir depois de interagir com as varejistas pelas redes sociais



Fonte: Lyderis

As redes sociais têm influenciado, cada dia mais, o consumidor na hora da compra. Segundo pesquisa da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC), que ouviu cerca de mil pessoas em todo o Brasil, 75% dos entrevistados afirmaram que o contato com as redes de varejo por meio do Facebook, por exemplo, impactou em sua decisão de compra. O que determina o interesse dos clientes em se relacionar com as varejistas, em 35% dos casos, é a busca por um novo produto, além de descontos e propostas de venda mais atrativas.

“No Brasil, essa influência é maior do que na média global da pesquisa, que foi de 62%”, conta Ricardo Neves, sócio da consultoria. O estudo foi conduzido em 19 países e o impacto da internet no varejo de nações emergentes foi mais significativo em relação a mercados consolidados.

Entre os jovens de 18 a 24 anos, a influência que as redes sociais exercem sobre a sua decisão de compra é de 66%. No caso dos consumidores com mais de 24 anos, essa proporção é um pouco menor (61%). O estudo da PwC mostra, ainda, que os dispositivos móveis facilitaram o relacionamento do cliente com as lojas e que, hoje, mesmo a compra no canal físico é impactada pelo online. Embora seja grande a participação de jovens que, frequentemente, compram por meio de dispositivos móveis ou através do computador, 79% deles apontaram a loja física como o canal ao qual recorrem com mais frequência.



Evolução da loja física

A distância entre os benefícios oferecidos pelas lojas online em relação às lojas físicas tem diminuído. Se na última década havia se profetizado o fim do varejo tradicional, a pesquisa mostra que esses dois canais se tornaram indissociáveis e complementares, pois, 86% dos entrevistados disseram pesquisar em lojas físicas e comprar online e 78% declararam fazer o inverso. “O consumidor busca novas experiências e utiliza das novas ferramentas disponíveis, por isso o ambiente de negócios para o varejo começa a ficar mais complexo”, diz Neves.

No caso dos dispositivos móveis, 69% dos entrevistados os consideram uma ótima ferramenta de pesquisa de produtos, 63% os apontam como um eficiente instrumento para comparação de preços e 34% os utilizam para localizar uma loja física. Esses dados demonstram que ainda existem oportunidades para estimular a compra mobile, que ainda não é uma função corriqueira desses dispositivos. Em 2014, os tablets e smartphones foram utilizados por 18% e 17% dos entrevistados, respectivamente, como canal de compra mais frequente.

A adoção da tecnologia é fundamental, segundo a pesquisa, para atender a expectativa dos consumidores que buscam novas experiências de compra, principalmente no canal offline. Segundo os entrevistados, ela melhoraria a experiência de compra para 39% dos consumidores ouvidos, se eles pudessem verificar o estoque das lojas; 35% gostariam que a tecnologia fosse aplicada para a oferta de promoções personalizadas em tempo real; 30% veem a necessidade de Wi-Fi rápido e fácil de utilizar e 27% prefeririam efetuar o pagamento sem intermédio do vendedor.



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