Veja o que o grande varejo está fazendo para ganhar os pais no volta às aulas


Preço, facilidade de pagamentos e apelo aos produtos licenciados são algumas das armas


Texto Original Lyderis

Galinha Pintadinha, Frozen, Meu Malvado Favorito 2, Peppa Pig e Monster High são algumas das licenças que prometem movimentar este volta às aulas. Nas Lojas Americanas, por exemplo, são estes personagens que estampam a campanha para a venda de material escolar. As opções vão desde mochilas até apontadores.

Como acontece todo o ano, os produtos licenciados têm um valor bem superior do que os de marca própria, mas chamam a atenção das crianças. Uma mochililete da Peppa Pig chega a custar mais de R$200,00 nas Americanas. Para ganhar os pais, a rede está oferecendo parcelamento em até 10 vezes sem juros, com parcela mínima de R$ 19,90.

Já a Armarinhos Fernandes, que conta com diversas unidades, tem tática de guerra para conquistar compradores nesta época. Com o slogan "Mais barato, só se for de graça", as lojas apostam em um mix com uma ampla variedade de preço, oferecendo até mesmo a venda em atacado de alguns itens, como a caixa com 12 unidades da Bic, modelo Evolution, que sai apenas R$ 4,50.

Preço abusivo?

Segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE), os itens escolares estão cerca de 8% mais caros neste ano. Rubens Passos, presidente da entidade, explica que a mudança nos preços se deve basicamente a três fatores: elevação dos custos das matérias primas dos materiais escolares ao longo de 2014; reajustes salariais superiores aos índices de inflação em diversas categorias profissionais ligadas ao setor; e elevação do valor do dólar, fato que influencia o preço de diversas matérias primas.

Mas o que pesa mesmo no preço é a tributação, revela a entidade. Recentemente, o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) divulgou que esses artigos são taxados em até 47%, como no caso das canetas. Itens como apontador e a borracha escolar têm alíquota de 43%; caderno universitário e lápis, 35%.

O setor luta há anos para que vire lei o projeto que prevê a isenção de impostos sobre o material escolar.

←  Anterior Proxima  → Página inicial